segunda-feira, 22 de junho de 2026

CRIATIVIDADE E IMERSÃO

 Por Katia Maria de Oliveira de Paula

katiamaria17@gmail.com

@nhs_homeopatia

A Arte Moderna surge no final do século XIX e se estende até meados do século XX. Movimento que foi marcado por uma ruptura com as tradições artísticas e pela valorização da inovação, liberdade de expressão, experimentação e propõe movimentos estéticos como cubismo, surrealismo, expressionismo, dadaísmo, futurismo e abstracionismo.

No Brasil, consolidada com a semana da Arte Moderna 1922, com o declínio no final da Segunda Guerra Mundial dando lugar à Arte Contemporânea que é um estilo artístico que se caracteriza por ser inovador, plural, reflexão subjetiva, diálogo, cultural, propõe movimentos Pop Art Arte Conceitual, Arte Digital, fotografia, instalação, Arte Urbana.

A Arte Moderna e a Arte Contemporânea unidas no Setting Terapêutico permitiram expressar com liberdade (Arte Moderna) e ao mesmo tempo estar imerso em obras de arte (Arte Contemporânea) [que se propõe experimentar, sentir, pegar, ouvir, degustar, fazer parte da própria arte].

Jung, em seus estudos na década de 20, usa linguagem expressiva ou artística como parte do tratamento psicoterapêutico. Para Jung a criatividade é uma função psíquica natural. E que a arte pode e deve ser usada como componente de cura, além da criatividade poder ter essa função em si mesma.

A atividade plástica, aliada ao trabalho de compreensão intelectual e emocional facilita o processo evolutivo da personalidade como um todo, ao dar livre curso às expressões das imagens internas, o ser humano ao mesmo tempo que as modela transforma a si mesmo. Ao conhecer aspectos próprios se recria, se educa e sobretudo pode experimentar, inserir-se na realidade de uma maneira nova.

Toda forma de expressão artística compõe um instrumento valioso para o indivíduo reorganizar sua ordem interna e, ao mesmo tempo, reconstruir a realidade. Ele também diz que a mente humana é composta por diferentes funções psicológicas como: pensamento, sentimento, sensação e interação. Porém, ele reconhecia a existência de uma função transcendente, que transcende as fronteiras da mente consciente e permite o acesso a insights profundos e significados simbólicos.

Essa função está intimamente ligada à criatividade, intuição e é frequentemente ativada por meio de símbolos, imagens arquetípicas, experiências místicas. Jung considera a integração da função transcendente que é essencial para o processo de individuação, para o desenvolvimento pessoal e espiritual do indivíduo. Os indivíduos, ao integrarem a função transcendente, podem experimentar uma sensação de conexão com algo maior do que eles mesmos, encontrando significado e propósito em suas vidas. Essa capacidade de transcender a mente consciente pode levar a insights criativos, intuições profundas e maior compreensão do eu interior.

Para Jung a criatividade é uma função psíquica natural e que a arte pode e deve ser usada como componente de "cura" além da criatividade poder ter uma função em si mesma para o trabalho no Setting Terapêutico eu uso essas duas maneiras de expressão artística (Arte Moderna e Arte Contemporânea) provocando o diálogo da Arte Moderna na linguagem contemporânea.

Para eu criar uma imersão, busco na história da arte o contexto histórico da época, conheço a vida e obra do artista nos detalhes, na intimidade, leio artigos e vejo filmes e documentários.

Com todos esses recursos em mãos e mente crio a obra em 3D onde o espectador entra em contato com a obra do artista experimentando todas as possibilidades de se ver imerso na própria obra.

Maio de 2025, participei do 1º. Simpósio Não Palavra BH, com a Imersão da Frida Kahlo, e também fiz a mesma imersão com as mulheres 60+ do meu estágio, cujo grupo chamou: “Batom Vermelho: a potência criativa da mulher na Arteterapia”. Meu objetivo com essa imersão foi levar as participantes a experienciar a vida e obra da Frida Kahlo.

Criei o cenário do quadro da Frida com objetos diversos, como espelhos, flores, vestuário, pinturas e uma linha do tempo da Bibliografia da vida e obra da artista. As participantes puderam interagir com a obra, sentir, ver, degustar e produzir o autorretrato, como proposta plástica na Arteterapia.

Fotos para exemplificar o que foi realizado nessas imersões no ano de 2025:


I Simpósio do Ateliê Não Palavra BH

 






Imersão com as mulheres 60+




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Sobre a autora: Kátia Maria de Oliveira De Paula

Professora de Formação, Arteterapeuta e terapeuta holística

Psicoterapeuta - Terapeuta Holística                                                                                                                           Arteterapeuta    UBAAT 07/0285/1124

Coordenadora do espaço Núcleo de Homeopatia Sintoma                                                                                                                                      

Pós-graduação Lato Sensu Arteterapia - Intergrate 

Centro de Atividade; Licenciatura em Desenho e Plástica pela FUMA                                                             

Fundação Mineira de Arte, hoje UEMG - Universidade Estadual  de Minas Gerais - 1986;

Comunicação Visual - FUMA 1988.




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