Por Katia Maria de Oliveira de Paula
katiamaria17@gmail.com
@nhs_homeopatia
A Arte Moderna surge no final do século XIX e se estende até
meados do século XX. Movimento que foi marcado por uma ruptura com as tradições
artísticas e pela valorização da inovação, liberdade de expressão,
experimentação e propõe movimentos estéticos como cubismo, surrealismo,
expressionismo, dadaísmo, futurismo e abstracionismo.
No Brasil, consolidada com a semana da Arte Moderna 1922, com
o declínio no final da Segunda Guerra Mundial dando lugar à Arte Contemporânea
que é um estilo artístico que se caracteriza por ser inovador, plural, reflexão
subjetiva, diálogo, cultural, propõe movimentos Pop Art Arte Conceitual, Arte
Digital, fotografia, instalação, Arte Urbana.
A Arte Moderna e a Arte Contemporânea unidas no Setting
Terapêutico permitiram expressar com liberdade (Arte Moderna) e ao mesmo tempo
estar imerso em obras de arte (Arte Contemporânea) [que se propõe experimentar,
sentir, pegar, ouvir, degustar, fazer parte da própria arte].
Jung, em seus estudos na década de 20, usa linguagem
expressiva ou artística como parte do tratamento psicoterapêutico. Para Jung a
criatividade é uma função psíquica natural. E que a arte pode e deve ser usada
como componente de cura, além da criatividade poder ter essa função em si
mesma.
A atividade plástica, aliada ao trabalho de compreensão
intelectual e emocional facilita o processo evolutivo da personalidade como um
todo, ao dar livre curso às expressões das imagens internas, o ser humano ao
mesmo tempo que as modela transforma a si mesmo. Ao conhecer aspectos próprios
se recria, se educa e sobretudo pode experimentar, inserir-se na realidade de
uma maneira nova.
Toda forma de expressão artística compõe um instrumento
valioso para o indivíduo reorganizar sua ordem interna e, ao mesmo tempo,
reconstruir a realidade. Ele também diz que a mente humana é composta por
diferentes funções psicológicas como: pensamento, sentimento, sensação e
interação. Porém, ele reconhecia a existência de uma função transcendente, que
transcende as fronteiras da mente consciente e permite o acesso a insights
profundos e significados simbólicos.
Essa função está intimamente ligada à criatividade, intuição
e é frequentemente ativada por meio de símbolos, imagens arquetípicas,
experiências místicas. Jung considera a integração da função transcendente que
é essencial para o processo de individuação, para o desenvolvimento pessoal e
espiritual do indivíduo. Os indivíduos, ao integrarem a função transcendente,
podem experimentar uma sensação de conexão com algo maior do que eles mesmos,
encontrando significado e propósito em suas vidas. Essa capacidade de
transcender a mente consciente pode levar a insights criativos, intuições
profundas e maior compreensão do eu interior.
Para Jung a criatividade é uma função psíquica natural e que
a arte pode e deve ser usada como componente de "cura" além da
criatividade poder ter uma função em si mesma para o trabalho no Setting
Terapêutico eu uso essas duas maneiras de expressão artística (Arte Moderna e
Arte Contemporânea) provocando o diálogo da Arte Moderna na linguagem
contemporânea.
Para eu criar uma imersão, busco na história da arte o
contexto histórico da época, conheço a vida e obra do artista nos detalhes, na
intimidade, leio artigos e vejo filmes e documentários.
Com todos esses recursos em mãos e mente crio a obra em 3D
onde o espectador entra em contato com a obra do artista experimentando todas
as possibilidades de se ver imerso na própria obra.
Maio
de 2025, participei do 1º. Simpósio Não Palavra BH, com a Imersão da Frida
Kahlo, e também fiz a mesma imersão com as mulheres 60+ do meu estágio, cujo
grupo chamou: “Batom Vermelho: a potência criativa da mulher na Arteterapia”. Meu
objetivo com essa imersão foi levar as participantes a experienciar a vida e
obra da Frida Kahlo.
Criei
o cenário do quadro da Frida com objetos diversos, como espelhos, flores,
vestuário, pinturas e uma linha do tempo da Bibliografia da vida e obra da
artista. As participantes puderam interagir com a obra, sentir, ver, degustar e
produzir o autorretrato, como proposta plástica na Arteterapia.
Fotos
para exemplificar o que foi realizado nessas imersões no ano de 2025:
I Simpósio do Ateliê Não Palavra BH
Professora de Formação, Arteterapeuta e terapeuta holística
Psicoterapeuta - Terapeuta Holística Arteterapeuta UBAAT 07/0285/1124
Coordenadora do espaço Núcleo de Homeopatia Sintoma
Pós-graduação Lato Sensu Arteterapia - Intergrate
Centro de Atividade; Licenciatura em Desenho e Plástica pela FUMA
Fundação Mineira de Arte, hoje UEMG - Universidade Estadual de Minas Gerais - 1986;
Comunicação Visual - FUMA 1988.








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