segunda-feira, 11 de maio de 2026

CORES COMO ESTÍMULO COGNITIVO: IMPACTOS NA ATENÇÃO E MEMÓRIA




Por Débora Castro

@deborarteterapia 

Durante uma sessão do grupo 60+ na modalidade continuada, desenvolvi uma proposta voltada ao estudo e à compreensão dos conceitos das cores como ferramenta de estimulação cognitiva. A atividade foi planejada para integrar teoria e prática, permitindo que os participantes explorassem a relação entre percepção cromática, memória, atenção e processos neurocognitivos.

O trabalho iniciou com a apresentação das cores primárias e secundárias, seguida da experimentação das misturas que originam cores terciárias, análogas e complementares. Esse percurso teórico-prático possibilitou que o grupo compreendesse não apenas a lógica das combinações cromáticas, mas também como essas relações influenciam emoções, lembranças e processos de organização visual.



Ao longo das três sessões de Arteterapia, cada etapa foi conduzida de maneira gradual, respeitando o ritmo e o estilo de aprendizagem dos participantes. A construção do conhecimento ocorreu de forma leve, dinâmica e interativa, favorecendo trocas significativas e estimulando a participação ativa. A cada encontro, as integrantes eram convidados a observar, comparar, experimentar e refletir sobre as cores, fortalecendo habilidades cognitivas como atenção sustentada, foco, planejamento e memória operacional.

 

A prática artística, aliada ao estudo cromático, contribuiu diretamente para a ativação da neuroplasticidade, promovendo a criação de novas conexões neurais e reforçando circuitos já existentes. O uso das cores como estímulo sensorial ampliou a percepção visual e favoreceu o resgate de memórias afetivas, enriquecendo a experiência terapêutica.

                   





Explorar as cores na Arteterapia é uma ferramenta de múltiplos significados. As cores despertam emoções, ativam canais simbólicos e permitem que cada participante utilize a paleta cromática de forma livre, intuitiva e pessoal em cada trabalho proposto nas sessões. Como arteterapeuta e mediadora do processo, é profundamente significativo observar cada integrante mergulhando na materialidade, abrindo espaço para o novo, olhando para dentro de si e cuidando das próprias emoções. Esse movimento interno, despertado pela prática artística, fortalece a expressão subjetiva e amplia a consciência emocional.

O resultado do processo foi extremamente positivo. Os participantes demonstraram maior autonomia na identificação e utilização das cores, além de relatarem sensações, lembranças e associações despertadas durante as atividades. A proposta evidenciou o potencial das cores como recurso terapêutico e cognitivo, reforçando a importância de práticas que integrem arte, percepção e estimulação mental na maturidade.


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Sobre a autora: Débora Castro




Sou Débora de Castro, educadora apaixonada pelo poder da arte e do conhecimento. Graduada em Pedagogia e Educação Artística, com pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Especial e Inclusiva, sigo aprofundando minha jornada acadêmica como graduanda em Psicologia.

Com formação em Arteterapia (AARJ/1411), atuo há mais de 28 anos na área da Educação, compartilhando saberes como professora de Artes Visuais e História da Arte. Atualmente, dedico-me à coordenação de um grupo de Arteterapia para Mulheres e à condução de oficinas arte terapêuticas, tanto no formato online quanto presencial.

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