Por Débora Castro
Durante uma sessão do grupo 60+ na
modalidade continuada, desenvolvi uma proposta voltada ao estudo e à
compreensão dos conceitos das cores como ferramenta de estimulação cognitiva. A
atividade foi planejada para integrar teoria e prática, permitindo que os
participantes explorassem a relação entre percepção cromática, memória, atenção
e processos neurocognitivos.
O trabalho iniciou com a apresentação das
cores primárias e secundárias, seguida da experimentação das misturas que
originam cores terciárias, análogas e complementares. Esse percurso
teórico-prático possibilitou que o grupo compreendesse não apenas a lógica das
combinações cromáticas, mas também como essas relações influenciam emoções,
lembranças e processos de organização visual.
Ao longo das três sessões de Arteterapia,
cada etapa foi conduzida de maneira gradual, respeitando o ritmo e o estilo de
aprendizagem dos participantes. A construção do conhecimento ocorreu de forma
leve, dinâmica e interativa, favorecendo trocas significativas e estimulando a
participação ativa. A cada encontro, as integrantes eram convidados a observar,
comparar, experimentar e refletir sobre as cores, fortalecendo habilidades
cognitivas como atenção sustentada, foco, planejamento e memória operacional.
A prática artística, aliada ao estudo
cromático, contribuiu diretamente para a ativação da neuroplasticidade,
promovendo a criação de novas conexões neurais e reforçando circuitos já
existentes. O uso das cores como estímulo sensorial ampliou a percepção visual
e favoreceu o resgate de memórias afetivas, enriquecendo a experiência
terapêutica.
Explorar as cores na Arteterapia é uma
ferramenta de múltiplos significados. As cores despertam emoções, ativam canais
simbólicos e permitem que cada participante utilize a paleta cromática de forma
livre, intuitiva e pessoal em cada trabalho proposto nas sessões. Como
arteterapeuta e mediadora do processo, é profundamente significativo observar
cada integrante mergulhando na materialidade, abrindo espaço para o novo,
olhando para dentro de si e cuidando das próprias emoções. Esse movimento
interno, despertado pela prática artística, fortalece a expressão subjetiva e
amplia a consciência emocional.
O resultado do processo foi extremamente
positivo. Os participantes demonstraram maior autonomia na identificação e
utilização das cores, além de relatarem sensações, lembranças e associações
despertadas durante as atividades. A proposta evidenciou o potencial das cores
como recurso terapêutico e cognitivo, reforçando a importância de práticas que
integrem arte, percepção e estimulação mental na maturidade.
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