Por Eliana Mores – MG
@naopalavra
@atelienaopalavrabh
Em
um dos últimos encontros do Grupo Quiron noturno de 2025 uma querida
participante compartilhou conosco que quando precisava se fortalecer, tinha o
hábito de cantar. E cantou para nós o trecho de uma música que ficou ecoando
nos meus ouvidos. Um tempo depois fui procurar a música e, de fato, aqueles
versos me tocaram e pude perceber (à luz da minha projeção) uma associação
direta daqueles versos com a rede de pessoas que compõem o Não Palavra
Arteterapia.
Essa
rede crescer a cada ano. Isso se torna visível quando eu começo a preparar as
lembrancinhas de final de ano que envio para cada pessoa que participou de
alguma forma na manutenção do Não Palavra ao longo daquele ano, seja escrevendo
um texto para o blog, atendendo no Projeto de Atendimento Social, compartilhando
seus estudos e práticas em alguma palestra ou evento de nossa agenda. Perceber
que a cada ano aumenta significativamente o número de lembrancinhas que envio
no fim de cada ciclo, me mostra o quanto nossa rede cresce e cresce... E o
quanto o meu coração se enche de uma profunda gratidão pelas pessoas que investem
de sua energia psíquica para que o Não Palavra se sustente como um espaço
sólido de desenvolvimento de arteterapeutas e da Arteterapia como profissão.
Em
2025 tivemos no blog o total de 43 textos publicados (o que foi possível com a
nova parceria com a querida Débora de Castro, que se responsabilizou pelo
contato com cada autor e a agenda de um texto por semana, assim como nossa
proposta original). Foram ao todo 25 autores, sendo 14 deles autores de
primeira vez em nossa rede.
No
Projeto de Atendimento Social, fechamos o ano com 15 arteterapeutas atuantes, 3
supervisoras e 36 atendidos. O que só é possível com a fina gestão de Milena
Medeiros.
Sem
deixar de mencionar nossa rotina de vivências, palestras, supervisões grupos de
estudo e encontros online que mantivemos ao longo do ano, recebendo tantos
participantes, sob a batuta e o acolhimento de nossa tão querida Regina
Rasmussen.
A
música que aquela querida participante cantou para nós no encontro do Grupo
Quiron foi “Mutirão de amor”, que encontramos versões cantadas por Jorge Aragão
e Roberta Sá. Sua estrofe diz:
“Cada
um de nós deve saber se impor
E até lutar em prol do bem-estar geral
Afastar da mente todo mal pensar
Saber se respeitar
Se unir pra se encontrar
Por isso eu vim propor
Um mutirão de amor
Pra que as barreiras se desfaçam na poeira
E seja o fim
O fim do mal pela raiz
Nascendo o bem que eu sempre quis
É o que convém pra gente ser feliz”
Hoje oficialmente
iniciamos nossos trabalhos de 2026, tendo em mente que muito possivelmente esse
não será um ano fácil, com desafios e enfrentamentos a frente. Atravessá-lo
será mais possível se nos mantivermos em rede, em grupo, em comunidade, em
solos fertilizados pela Arteterapia: que oferecemos aos outros, mas que também
nos é um grande suporte.
Nosso desejo é que o
Não Palavra Arteterapia possa colaborar com esse território de sustentação de
arteterapeutas que se acheguem em nossa roda. E quando o caminho se estreitar e
nosso coração se apertar, vamos cantar o refrão que nossa querida amiga nos
ensinou:
Cantar sempre que for possível
Não ligar pros malvados
Perdoar os pecados
Saber que nem tudo é perdido
Se manter respeitado
Pra poder ser amado
Um feliz 2026 para
nós! E que a gente siga se encontrando pelos caminhos coloridos da Arteterapia,
ao longo da nossa caminhada!

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