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segunda-feira, 25 de maio de 2015

I CONGRESSO CLINICA JUNGUIANA E ARTETERAPIA

Por Flávia Hargreaves

No ultimo final de semana, de 21 a 24 de maio, Rio de Janeiro, tivemos a oportunidade de participar do I CONGRESSO CLINICA JUNGUIANA E ARTETERAPIA, realizado na Universidade Veiga de Almeida. Como destacou Denise Nagem, coordenadora do curso de formação e pós-graduação “Arteterapia e Processos de Criação – UVA”, este é o primeiro congresso em que estão efetivamente lado a lado a Arteterapia e a Psicologia Analítica, principal referência teórica na Arteterapia no Rio de Janeiro.

Maria Cristina de Resende, Eliana Moraes, Fatima Carnaval, 
Elizabeth Cotta Mello, Flávia Hargreaves e Christianne Aguiar.

O blog Não-palavra esteve presente apresentando suas ideias. Apresentei com Maria Cristina de Resende um relato sobre o grupo de estudos que coordenamos desde 2014, “O ENCONTRO DA ARTE E DA PSICOLOGIA NA ARTETERAPIA”, e com Eliana Moraes apresentei um recorte de nossa pesquisa sobre Surrealismo e Arteterapia com a apresentação: “USO DAS IMAGENS ONÍRICAS SURREALISTAS NA PRATICA DA ARTETERAPIA”. Também participaram desta mesa, Fatima Carnaval e Christianne Aguiar apresentando “ARTETERAPIA, O POÉTICO CAMINHO PARA OS ARCANOS MAIORES DO TARÔ E O AUTO DESCOBRIMENTO.”

Pintura a Metro na exposição da Casa das Palmeiras, 
na Capela da Universidade Veiga de Almeida.

O congresso fez homenagem a NISE DA SILVEIRA, realizando uma exposição do MUSEU DE IMAGENS DO INCONSCIENTE, no dia 22 e da CASA DAS PALMEIRAS com apresentação do projeto PINTURA A METRO com vídeo e oficina, dia 23. Palestras com representantes das duas instituições, Lula Mello, Gladys Schincariol, Maddi Damião Junior, Jean Pierre Hargreaves e Martha Pires, que compartilharam com o público histórias sobre a obra e a convivência com Nise. Dr. Jean Pierre Hargreaves, atual vice-presidente da Casa das Palmeiras, apresentou a palestra “CRIAÇÃO E ESQUIZOFRENIA, CONTRIBUIÇÕES DA DRA. NISE DA SILVEIRA”.
Mini-curso Arteterapia: História da Arte, Tipos e Paradigmas.

No domingo, ao lado de Denise Nagen, Elizabeth Cotta Mello e Gloria Camacho, realizamos o mini-curso ARTETERAPIA: HISTÓRIA DA ARTE, TIPOS E PARADIGMAS. 

Fico particularmente feliz por perceber a presença da Arte e da História da Arte na programação do evento, tema que ganhou um painel coletivo, criado por Elizabeth Cotta Mello e Roberta Nicoll, “LINHA DA VIDA DA HISTÓRIA DA ARTE”, com imagens da história da arte para serem coloridas, completadas e transformadas ao longo do congresso.

Participando de mini-cursos, palestras e mesas e na riqueza da troca entre participantes do eventos pude perceber o interesse pela história da arte, pela imagem e pelo processo criativo espontâneo, talvez impulsionado pela presença das ideias de Nise e pela oportunidade de vivenciar no congresso um processo de criação coletiva e espontânea, a experiência com a “pintura a metro”, projeto idealizado e coordenado por Fernando Hargreaves na Casa das Palmeiras, 2014, inspirado nos movimentos Dadaísta e Surrealista.

Continuando nossas discussões e pesquisas sobre o processo criativo na arte e o processo arteterapêutico, na próxima segunda-feira, dia 1 de junho, o blog não-palavra realiza palestra: A IMAGEM E O ATO CRIATIVO com Maria Crsitina de Resende.

Aos interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre a aplicabilidade dos movimentos de arte Dadaísmo e Surrealismo na Arteterapia, as inscrições para o curso estão abertas até dia 28 de maio.


Ciclo de palestras Pensando a Arteterapia -  01/06/15 às 18h
A imagem e o ato criativo com Maria Cristina de Resende. 
Inscrições antecipadas: naopalavra@gmail.com

Curso: Dadá e Surrealismo na prática da Arteterapia, 
com Eliana Moraes e Flávia Hargreaves.
Inscrições até 28/05: naopalavra@gmail.com

contato:  naopalavra@gmail.com

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O MANEJO DO FENÔMENO DA PROJEÇÃO NA CLÍNICA DA ARTETERAPIA (Parte I)


Por Eliana Moraes


Em dezembro de 2014, pude registrar aqui no blog “Não Palavra” o fechamento das discussões daquele ano do grupo de estudos “A Prática da Arteterapia” no texto “Pensando a Arteterapia” (convido à leitura) ao qual retomo a discussão:

como é importante que o arteterapeuta esteja atento e se instrumente teoricamente sobre os fenômenos da relação paciente-terapeuta: a transferência e a contratransferência e seus manejos. Que mesmo a arteterapia tendo como especificidade utilizar das técnicas expressivas como base, a relação paciente/cliente e terapeuta se manifesta de forma imperativa. E se o arteterapeuta não estiver instrumentalizado para manejá-la em paralelo com as técnicas expressivas, não estará alcançando seu trabalho como terapeuta de forma plena.
Nossas discussões avançaram para o conceito de projeção, fenômeno que nos acontece a cada instante em nossos “encontros” interpessoais e outros estímulos, conceituado por Jung:
A projeção é um processo inconsciente automático, através do qual um conteúdo inconsciente para o sujeito é transferido para um objeto, fazendo com que este conteúdo pareça pertencer ao objeto. (JUNG)
... o sujeito desprende de si um conteúdo – um sentimento, por exemplo – e fixa-o num objeto, animando este (...) e atraindo-o para a esfera subjetiva. (JUNG)
Fazendo um recorte deste fenômeno para a clínica, voltamos o olhar para a projeção de um sujeito (o paciente) à outro ser humano  (o terapeuta), e assim é denominado o fenômeno da transferência. A outra via deste fenômeno, do terapeuta ao paciente, contratransferência.

Entretanto, uma especificidade da técnica da arteterapia se dá pela introdução de um terceiro elemento nesta relação: o "objeto" (em um sentido amplo: o material, a técnica expressiva, a expressão artística), ao qual divide com o terapeuta o fenômeno da projeção. Nas palavras de Cláudia Brasil:

Na relação terapêutica estabelecida em consultório, em que apenas duas pessoas se encontram, as projeções e a transferência são experimentadas de forma direta à pessoa, sem intermediações. Por isso, o uso de materiais plásticos e de recursos técnicos criativos promove o deslocamento da transferência entre duas pessoas e passa a ser uma tríade, na qual o terceiro elemento é o material utilizado. Assim, os complexos ativados são projetados para além do terapeuta, nos materiais. Nessa perspectiva, tanto o terapeuta quanto o cliente podem observar o produto final e a energia do complexo pulsando nas cores e formas. (BRASIL, 2013)

A tríade “paciente – terapeuta – objeto” é a experiência cotidiana do arteterapeuta e acredito ser imperativo o reconhecimento, o estudo e a instrumentalização do profissional de arteterapia para o manejo deste fenômeno. Pois o processo terapêutico se dá justamente no manejo da transferência pelo arteterapeuta; que, em uma mão terá a projeção para um outro ser humano (o próprio terapeuta) e em paralelo na outra mão a projeção para um objeto. Simultaneamente.

Esta tríade é o pilar da técnica da arteterapia e é sua especificidade dentre as técnicas terapêuticas. A terapia ocupacional é um campo de saber que já faz referência e teoriza sobre o manejo da tríade, porém com um outro fim.  Como campo de saber e técnica com fim terapêutico, a arteterapia carece de pesquisa e embasamentos teóricos que nos instrumentalizem em nossa atuação como profissionais.
 
Em um próximo texto daremos seguimento ao compartilhar desta jornada de estudos na busca de embasamentos teóricos para o manejo do fenômeno da transferência especificamente na técnica e  prática da arteterapia.  

BRASIL, Claudia. Cores, Formas e Expressão. Emoção de lidar e Arteterapia na Clínica Junguiana. Rio de Janeiro, Editora Wak, 2013.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Olhares acerca do V Congresso Luso Brasileiro de Arteterapia

por Maria Cristina de Resende
Nos últimos dias 01 e 02 de maio de 2015, realizou-se no Rio de Janeiro o V Congresso Luso Brasileiro de Arteterapia, que buscou a convergência de profissionais da rota Brasil-Portugal.

Um encontro de pessoas onde as diversas motivações e perspectivas sobre a Arteterapia me suscitaram um único adjetivo: democrático. Considero, através da minha ótica, que este encontro fora por excelência um encontro democrático, a começar pelos valores das inscrições, que viabilizaram a participação de diversos arteterapeutas, desde os estudantes até nomes importantes da área. A democracia se estabeleceu também nas possibilidades de apresentação de trabalhos, e foram muitos trabalhos – oficinas, mini-cursos, temas livres, mesas temáticas, palestras e lançamentos de livros – possibilitando o profissional e o estudante de conhecer e participar da perspectiva que os profissionais atuantes na Arteterapia possuem no seu campo de trabalho. Infelizmente, a mesma democracia que gera oportunidades múltiplas para o participante, gera também a frustração de não conseguir um olhar global, pois muitas apresentações aconteceram simultaneamente, entretanto, é disso que se faz a democracia, de escolhas.

Para temperar com muito bom gosto esse caldo que vivenciamos no fim de semana, Carlos Byington e Walter Boechat, ambos analistas junguianos e não arteterapeutas, trouxeram um pouquinho de seus conhecimentos. O primeiro acerca da história do homem e os arquétipos relacionados ao seu desenvolvimento histórico-social e o segundo com a palestra Memória e História, o resgate da identidade pelas histórias ancestrais.

Carlos Byington na palestra "Arquétipo e História".

Particularmente, este Congresso teve uma representação importante em minha carreira profissional, sendo ele o primeiro onde inauguro as minhas perspectivas sobre a Arteterapia e como realizo meu trabalho, já atuante há sete anos. Além do lançamento do um livro “Vivenciando as Deusas”, onde publiquei um dos capítulos, em conjunto com Ligia Diniz, organizadora do livro.

Lançamento do livro "Arteterapia e as Deusas", no qual participei com capítulo sobre 
Deméter, em parceira com Ligia Diniz, organizadora da publicação. 
Também participaram os autores: Bianca Oigman, Bruno Elias, Juliana Rangel, Leila Moutinho, 
Mônica Valéria Iaromila e Rossana Lourenço.

Com apresentações nas modalidades Pôster e Tema Livre, também pude traduzir em palavras toda uma perspectiva que venho desenvolvendo, juntamente com Flávia Hargreaves, sobre novas possibilidades de atuação do profissional frente aos materiais plásticos e a relação com o setting e com o cliente, uma modalidade terapêutica que converge conceitos fundamentais da Psicologia e das Psicologias profundas assim como conceitos da arte e de vários artistas ao longo da história.

Na sala dos Pôsters, alguns trabalhos muito importantes foram expostos, como o trabalho no Hospital Universitário da UFF realizado por Denise Vianna e também a trajetória da Arteterapia no SUS do Distrito Federal, apresentado por Alba Sony Oliveira, um interessantíssimo e muito importante olhar sobre o profissional da Arteterapia dentro do SUS, assim como a importância dessa categoria no atendimento primário da saúde pública.

Nosso Pôster apresentou um projeto desenvolvido há um ano por mim e pela Flávia cuja máxima é a livre associação de materiais, o Ateliê Livre Terapêutico. Um espaço onde as pessoas podem, livremente, buscar expressar aquilo que quiserem com o material que quiserem, sem que haja a colocação de um tema ou a sugestão imediata de um material. A interferência do terapeuta é pontual, na medida em que for necessária a provocação e a amplificação de conteúdos que forem aparecendo em suas obras. Realizado em um espaço coletivo, o Ateliê é um processo de desenvolvimento individual realizado em grupo, onde várias pessoas compartilham a mesa de materiais e o espaço alquímico da terapia. Esse projeto foi inaugurado a partir das percepções que fomos elaborando ao longo do contato com o trabalho da Dra. Nise da Silveira, na Casa das Palmeiras, onde trabalhei por seis meses e onde Flávia ainda está atuante, além das discussões que fomos fazendo acerca da fundamentação teórica e prática da profissão.

Apresentação do pôster "Ateliê Terapêutico e a livre expressão em Arteterapia" 
que apresentei com  Flávia Hargreaves.

Já na modalidade Tema Livre, diversas apresentações foram sendo realizadas ao longo do dia. Neste espaço apresentei o tema “A Roda da Cura – A história ancestral da cultura nativa norte-americana”. Escolhi esse tema por alguns motivos pessoais e profissionais. Pessoalmente, vivencio os ensinamentos desse mito nas minhas andanças pelo caminho da busca interior, buscando somá-los aos conteúdos da psicologia e da Arteterapia quando me dedico ao cuidado e a facilitar o processo de busca de outrem. Profissionalmente, encontrei nesses ensinamentos uma possibilidade de expansão para a técnica da amplificação, realizada dentro da clínica Junguiana. Atualmente, o que encontramos em muitas práticas, tanto de trabalho quanto de formação de profissionais, dentro do campo Junguiano e da Arteterapia, é um infindável número de trabalhos realizados sobre a mitologia grega, os processos alquímicos e os 4 elementos e tantos outros que exploram a cultura grega. O que é muito bom, afinal temos disponível muito sobre o tema. Entretanto, me faz pensar o quanto temos de material sobre as culturas do nosso continente, da nossa ancestralidade americana, própria da nossa raiz territorial. Acredito que muito pouco, ou quase nada.

Apresentação do tema livre: Roda da Cura e a história ancestral nativa norte-americana.

Logo, busquei trazer um conhecimento ancestral riquíssimo de possibilidades terapêuticas, tanto para os profissionais junguianos, quanto aos profissionais da Arteterapia, uma vez que a Roda da Cura nos oferece muitos recursos para amplificação, muitas metáforas e muita conexão com uma cultura fundamentada nas relações de fraternidade e de respeito às relações com o outro e com a natureza.

Sendo assim, posso concluir que o V Congresso Luso Brasileiro nos ofereceu, além da possibilidade democrática de apresentar nossos trabalhos, grande oportunidade de conhecer mais sobre o que tem sido feito do campo da Arteterapia e como os profissionais atuam dentro do campo técnico-teórico da categoria, proporcionando ao arteterapeuta uma ampliação do senso crítico e uma busca pela ampliação de seus conhecimentos e de sua metodologia de trabalho.

contato: naopalavra@gmail.com

segunda-feira, 4 de maio de 2015

DADÁ E SURREALISMO: CONTRIBUIÇÕES PARA A ARTETERAPIA

Por Eliana Moraes e Flávia Hargreaves

Exercício de desenho automático realiazdo em palestra 
sobre Dadaísmo e Surrealismo no Clube da Arte em 2014.
Com frequência, o Dadaísmo é considerado um precursor do Surrealismo. Na verdade, a situação é descrita com maior precisão por Breton, segundo ele tais movimentos foram “como duas ondas quebrando uma na outra”. (BRADLEY, Fiona)
Segundo Antonin Artaud, o Surrealismo não é um estilo. É um grito da mente que se volta para si mesma.
“O Surrealismo consiste no cultivo e na prática de comunicar o inconsciente utilizando-se da escrita, da pintura, da escultura e de outros meios.” Edward W. Titus. Editor da revista The Quarter. Inglaterra.1932. (BRADLEY, Fiona)
O Dadaísmo foi um movimento artístico criado por um grupo de escritores, poetas e artistas plásticos, que se reuniam no Cabaret Voltaire, Zurique (1916) durante a Primeira Guerra Mundial (1914/1918).

Já o Surrealismo foi um movimento artístico e literário criado em 1924 por Andre Breton (poeta e psiquiatra) em Paris, em pleno período entre-guerras (1919/1939). Atraiu artistas anteriormente ligados ao dadaísmo e ganhou dimensão mundial. Este movimento é fortemente influenciado pela psicanálise e pelo conceito de inconsciente proposto por Freud.  

Estes dois movimentos, são radicais em sua ruptura com a forma tradicional de se pensar a arte e a vida. Por um lado, o Dadá propõe o caos como fonte e o acaso como processo, além de romper com as categorias de arte. Sua influência se mantêm viva na expressão contemporânea. O Surrealismo, por outro lado, vai substituir o caos pelo insconsciente e buscar inspiração na psicanálise para desenvolver seu processo criativo. Recuperando o sonho e a imaginação na arte. Pode se dizer que depois da experiência do século XX, para a qual contribuem outros movimentos de ruptura, a arte nunca mais voltaria a ser a mesma.

Iniciamos nossos estudos sobre o tema em 2013 e desde então nos debruçamos sobre suas riquezas. Aplicamos esta pesquisa em nossa prática como arteterapeutas e percebemos que as técnicas desenvolvidas por estes artistas são amplamente aplicáveis no setting arteterapêutico. E, apaixonadas por este trabalho decidimos compartilhá-lo no curso “Dada e Surrealismo na prática da Arteterapia” inserido em nosso projeto “Arteterapia: História da Arte para quê?”, que se iniciará no próximo dia 08 de maio de 2015.

Neste curso iremos dialogar com estes dois movimentos da História da Arte, entrando em contato com artistas de referência e suas obras e, mais importante, suas reflexões e processos criativos propostos com o objetivo de desconstrução das regras e acesso ao inconsciente, promovendo uma intensa interlocução entre a psicologia e a arte. Ao longo do curso experimentaremos suas técnicas e refletiremos sobre suas aplicabilidades na clinica da arteterapia através da apresentação de casos clínicos.

Aqueles que se interessarem em nos acompanhar nesta instigante jornada serão muito bem vindos!

ARTETERAPIA, DADÁ E SURREALISMO NO CLUBE DA ARTE LUCIANA MACHADO EM MAIO
Maiores informações sobre o curso: luciana.arteterapia@gmail.com

Curso:
Arteterapia: História da Arte para quê?
Módulo: Dadaísmo e Surrealismo na pratica da Arteterapia.
Com Eliana Moraes e Flávia Hargreaves
Local: Espaço Terapêutico Luciana Machado
Tijuca - Rio de Janeiro
(próximo ao metrô Saens Peña)

Informações e Inscrições: luciana.arteterapia@gmail.com
21 9 8893 8335

De 15 de maio a 17 de julho.
Sexta - das 14:30h às 17:30h
8 encontros:
15 e 29 de maio | 12, 19 e 26 de junho | 3, 10 e 17 de julho
Carga horária: 24 horas
Certificado de participação na conclusão do curso.

https://www.facebook.com/events/1624996971052441/

contato: naopalavra@gmail.com