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segunda-feira, 25 de maio de 2026

ARTETERAPIA PARA EDUCADORES



Por Raquel Yabu / SP

 No mundo atual sabemos o quanto precisamos ter um olhar diferenciado para os nossos educadores. Por ser Pedagoga e educadora e já atuando como arteterapeuta, observei uma oportunidade em oferecer essa técnica terapêutica e acolhedora com objetivo central de promover a saúde integral, o bem estar mental e o equilíbrio emocional para com os meus colegas de trabalho nesse retorno pós férias. 

 Sabe -se que na Educação a presença de uma ação terapêutica é muito importante e benéfica, mas é de grande valia poder realizar sessões artererapeuticas durante a semana de planejamento anual na qual geralmente acontecem nos meses de janeiro e ou fevereiro, geralmente no período de uma na semana antes do dia oficial do início escolar. E os resultados são visíveis durante todo o processo pela potência que são as sessões em grupos. 

 Hoje em dia sabemos da demanda escolar para com os educadores, tanto a nível burocrático, físico, mental e principalmente emocional. A cada dia aumenta os índices de redução de carga, atestado médico, licença medica ou mesmo o afastamento para tratamento de Burnout, depressão entre outros. Ao modo que cada dia mais a necessidade e o direito desse olhar para com a saúde mental de todos nossos educadores. 

 “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta” 

 Essa frase de Jung, convida o educador a lembrar-se sobre a importância do autoconhecimento, quem reconhece suas emoções e limites, consegue se acolher melhor o outro e ao próximo também. 

 “Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão de nós mesmos” 

 Em um ambiente escolar, sabemos que os conflitos acontecem e podem tornar-se oportunidades de reflexão e crescimento emocional através de uma conduta adequada e equilibrada do educador para consigo e assim restabelecer e se fortalecer para a grande demanda exigida durante o ano letivo.

 Geralmente as oficinas ou setting arteterapeutico tem uma duração de 2 a 4 horas durante o planejamento. Muitas vezes a unidade lhe oferece uma ação, título ou lema escolhido para o ano letivo e então é possível planejar e organizar as atividades com relevância ao tema através do estudo e do objetivo clinico e o plano terapêutico no discorrer do processo criativo e curativo já que temos um leque artístico em mãos para ser executado através das técnicas arteterapeuticas. 

 Ao iniciar através de uma roda de acolhimento, trabalhamos a unidade e algumas falas e respiração consciente para trazer presença do momento presente e depois uma dinâmica para descontração e então durante o processo inicia-se acontecendo trocas, perguntas e muitos momentos de mais introspecções, oferecendo essa conversa interna com a arte. Na perspectiva de Jung, a criatividade possui uma função transformadora e organizadora da psique. O fazer artístico permite que conteúdos internos encontrem forma, expressão e possibilidade de elaboração desta forma a atuação da Arteterapia torna-se um recurso importante até para auxiliar na empatia entre os próprios educadores e ir criando vínculos mais humanos e efetivos no processo de aprendizagem. Atuando com a técnica especifica para o tema e após a execução desta, a troca entre eles através das artes expressadas trazem todo um momento muito importante com esse envolvimento através das trocas, empatia, olhar interno e reconhecimento orgânico e humano ao próximo. 

 Sugiro a você arteterapeuta em elaborar um projeto e com esse olhar e cuidado coletivo para oferecer nas escolas de sua região essa dinâmica e/ ou workshop para conseguir então atuar tanto no futuro planejamento anual e como em qualquer outra possibilidade durante o ano letivo, posso assegurar que haverá grandes probabilidades nos próximos anos recorrerem a você um novo convite para realizar esse momento tão importante, rico, criativo e reflexivo tão importante. As sessões finalizaram novamente. em uma roda com lagrimas, risos, trocas, palavras, arte e muitos insights adquiridos e nós arteterapeutas com aquele mix de sensação de orgulho com dedicação e responsabilidade do servir cumprido. Estou à disposição para trocas de saberes e maiores referencias dentro do possível. 

 Finalizando com essa frase tão importante e contundente de Carl Gustav Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.


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Sobre a autora:  Raquel Yabu



Sou a Raquel Yabu, atualmente atendo como Arteterapeuta Integrativa em meu espaço criativo aqui em Ilhabela, litoral Norte de São Paulo, e também no formato online. 

 Tenho como propósito ajudar meus pacientes/clientes a entenderem melhor suas emoções e a buscarem autoconhecimento através da arte, criatividade, cores, aromas, escrita e astros. Me simbolizo como uma ponte ao te ajudar a atravessar suas fases e descobertas, te acompanhando, auxiliando, acolhendo e pincelando Arte pelo processo. Atendo crianças, adolescentes, adultos e melhor idade. 

 Sou coautora de 2 livros: "Terapeutas do Século XXI” /Editora Autografia 

 1° Edição/ capitulo 6: Arteterapia: Uma eficaz ferramenta terapêutica 

 2° Edição/ capitulo 7:Arteterapia: Um universo terapêutico através das técnicas de arte 

 Graduação: •Comunicação Social. •Licenciatura em Artes e Pedagogia. •Pós-graduação em Arteterapia & Criatividade. •Formações em Terapias Holística: Pisicoaromaterapia, Cromoterapia, Grafologia e Astrologia. •Curso na Metáfora Centre D'Estudis D'Artteràpia, em Barcelona/Espanha em 2019. 

 Filiação na Associações: AATESP: 434/0118. ABRATH/CRTH-BR7832 CBO2263-10

segunda-feira, 18 de maio de 2026

A ARTE COMO CAMINHO DE RESSIGNIFICAÇÃO

 Por Aline Deveza - RJ

@aline_deveza

   Nesse texto, tenho a alegria de compartilhar a trajetória dos Encontros do coletivo RessignificArte, um espaço onde a Arteterapia atuou como verdadeira tradutora da alma feminina, dando cor e forma aos nossos sentimentos mais profundos.

   Criado em 2023, esse espaço nasceu com a missão clara: Oferecer as mulheres um ambiente delas, com o propósito de despertar a consciência para a responsabilidade do autocuidado, ressignificação pessoal e o processo criativo para a vida, favorecendo assim o desenvolvimento e individual e coletivo.

   Sabíamos que a Arte seria o fio condutor, mas não imaginávamos a força da rede que iríamos tecer. O que começou com um grupo tímido, aos poucos foi se espalhando, e com muito carinho e afeto passamos a receber mulheres que, embora estivessem fora do Estado, país, precisavam do nosso acolhimento.

   Graças ao formato on-line, as fronteiras desapareceram, essa diversidade só enriqueceu nossas trocas: em cada encontro, crescemos em entrosamento, cumplicidade e humanidade.

   Nossos encontros são marcados pela ressignificação. Já rimos e choramos juntas, utilizando a expressão artística para dar um novo significado às nossas dores, memórias e sonhos. Através da Arte transformamos emoções complexas em ferramentas de cura.

   A participação de convidados especiais como ilustradores, escritores, atletas maratonistas, psicólogos, terapeutas e pessoas que tinham suas experiências de vida para compartilhar, trouxe novos olhares, tornando cada vivência ainda mais profunda e agradável.

   Nesse processo contínuo, desenvolvemos a criatividade e a escrita, o resultado desse caminhar juntas não poderia ser mais especial: Unimos nossos textos e vivências em um livro intitulado “RessignifcArte”.  

   Para celebrar essa conquista, realizamos um evento em uma maravilhosa confeitaria no Centro do Rio. A publicação da obra foi inesquecível, recheado de muita cultura, música, animação, onde cada escritora pode compartilhar da sua emoção ao ler um pouco de sua alma para os que estavam presentes no evento.

   Embora o online nos mantenha conectadas no dia a dia, nossos encontros presenciais são momentos de “recarregar as energias”. São dias com muitos abraços, sorrisos e afeto, geralmente em ambientes cercados por natureza e Arte. Ali, comemoramos cada vitória emocional e cada conquista como se fosse de todas nós.

    A Arteterapia atua nesse grupo coletivo muito mais do que podemos mensurar, ela é um processo profundo de libertação. No contexto do nosso grupo, ela atua como um catalisador de transformações, oferecendo as mulheres um lugar seguro, onde o fazer artístico dá forma a um novo experimentar, a um novo viver.

   Através da linguagem simbólica as criantes conseguem projetar suas dores, sonhos e sombras nas obras, permitindo assim a ressignificação da própria história e no coletivo esse impacto se multiplica, pois a experiência de uma mulher serve de experiência para a outra.

   Desejamos que essas vivências se espalhem, entre obras, textos,abraços e traços, com a certeza que a Arte transforma e a sororidade nos leva muito além do que construiríamos sozinhas.

   Terminamos com uma frase criada no grupo: “Aprendi a gostar de mulheres fortes, porque hoje eu sou forte.”            

 


                                 


 


                                 

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Sobre a autora: Aline Deveza



Mãe, Arteterapeuta, Artista Plástica, Arte Educadora e escritora. Pós graduada em Arteterapia. Atua como Arteterapeuta e professora de Artes na rede pública Estadual e Municipal do Rio de Janeiro.

Suas principais paixões são a família, a leitura e redescobrir a Arte como instrumento condutor a despertar o potencial criador que habita em cada um de nós.

Sua missão é adentrar nos corações, pois segundo a autora, tanto a arte como a leitura/escrita têm essa magia de tocar, transformar e ressignificar vidas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

CORES COMO ESTÍMULO COGNITIVO: IMPACTOS NA ATENÇÃO E MEMÓRIA




Por Débora Castro

@deborarteterapia 

Durante uma sessão do grupo 60+ na modalidade continuada, desenvolvi uma proposta voltada ao estudo e à compreensão dos conceitos das cores como ferramenta de estimulação cognitiva. A atividade foi planejada para integrar teoria e prática, permitindo que os participantes explorassem a relação entre percepção cromática, memória, atenção e processos neurocognitivos.

O trabalho iniciou com a apresentação das cores primárias e secundárias, seguida da experimentação das misturas que originam cores terciárias, análogas e complementares. Esse percurso teórico-prático possibilitou que o grupo compreendesse não apenas a lógica das combinações cromáticas, mas também como essas relações influenciam emoções, lembranças e processos de organização visual.



Ao longo das três sessões de Arteterapia, cada etapa foi conduzida de maneira gradual, respeitando o ritmo e o estilo de aprendizagem dos participantes. A construção do conhecimento ocorreu de forma leve, dinâmica e interativa, favorecendo trocas significativas e estimulando a participação ativa. A cada encontro, as integrantes eram convidados a observar, comparar, experimentar e refletir sobre as cores, fortalecendo habilidades cognitivas como atenção sustentada, foco, planejamento e memória operacional.

 

A prática artística, aliada ao estudo cromático, contribuiu diretamente para a ativação da neuroplasticidade, promovendo a criação de novas conexões neurais e reforçando circuitos já existentes. O uso das cores como estímulo sensorial ampliou a percepção visual e favoreceu o resgate de memórias afetivas, enriquecendo a experiência terapêutica.

                   





Explorar as cores na Arteterapia é uma ferramenta de múltiplos significados. As cores despertam emoções, ativam canais simbólicos e permitem que cada participante utilize a paleta cromática de forma livre, intuitiva e pessoal em cada trabalho proposto nas sessões. Como arteterapeuta e mediadora do processo, é profundamente significativo observar cada integrante mergulhando na materialidade, abrindo espaço para o novo, olhando para dentro de si e cuidando das próprias emoções. Esse movimento interno, despertado pela prática artística, fortalece a expressão subjetiva e amplia a consciência emocional.

O resultado do processo foi extremamente positivo. Os participantes demonstraram maior autonomia na identificação e utilização das cores, além de relatarem sensações, lembranças e associações despertadas durante as atividades. A proposta evidenciou o potencial das cores como recurso terapêutico e cognitivo, reforçando a importância de práticas que integrem arte, percepção e estimulação mental na maturidade.


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Sobre a autora: Débora Castro




Sou Débora de Castro, educadora apaixonada pelo poder da arte e do conhecimento. Graduada em Pedagogia e Educação Artística, com pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Especial e Inclusiva, sigo aprofundando minha jornada acadêmica como graduanda em Psicologia.

Com formação em Arteterapia (AARJ/1411), atuo há mais de 28 anos na área da Educação, compartilhando saberes como professora de Artes Visuais e História da Arte. Atualmente, dedico-me à coordenação de um grupo de Arteterapia para Mulheres e à condução de oficinas arte terapêuticas, tanto no formato online quanto presencial.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

QUANDO SEGUIR EM FRENTE NÃO SIGNIFICA ESTAR BEM



Por Isa Ramos – RJ 

@psicologaisaramos 

site:www.psicologaisaramos.com.br

Seguir em frente nem sempre é um sinal de que está tudo resolvido. Muitas vezes, é apenas o que foi possível fazer. A rotina continua, os compromissos permanecem e as responsabilidades não diminuem e aos poucos, a vida vai sendo retomada mesmo que por dentro ainda existam partes que não acompanharam esse movimento. Nem toda continuidade significa superação. 

Há momentos em que seguir é uma necessidade, não uma escolha. Um movimento automático, sustentado mais pela exigência do que pela elaboração, por fora, tudo parece organizado, as tarefas são cumpridas, as conversas acontecem e os dias seguem, mas internamente, algo ainda pede atenção e nem sempre isso é percebido de imediato, porque existe uma ideia silenciosa de que, ao continuar a dor deveria diminuir. Como se o tempo, por si só, resolvesse aquilo que ainda não foi olhado com cuidado. O tempo não elabora, ele passa. O que elabora é o espaço que se cria para compreender o que foi vivido. Sem esse espaço, o que acontece não é superação e sim adaptação. 

Uma adaptação que muitas vezes mantém o funcionamento, mas não promove integração e isso pode se manifestar de forma sutil. Um cansaço que não se explica, uma irritação que surge sem motivo claro e uma sensação de desconexão, como se algo estivesse fora do lugar. Não porque a vida parou, mas porque uma parte de si ainda não conseguiu acompanhar o ritmo que foi necessário seguir. Existe uma diferença entre continuar e estar bem. Continuar é possível mesmo quando ainda existe a dor e estar bem exige contato com essa dor e esse contato muitas das vezes acontece no mesmo tempo em que a vida exige movimento. Por isso, é comum que algumas experiências sejam deixadas para depois, não por negligência, mas por falta de condições emocionais naquele momento e tudo bem. 

Cada processo tem seu tempo, mas aquilo que não é elaborado, não desaparece, simplesmente permanece em espera e o que permanece em espera nem sempre se apresenta de forma clara. Nem sempre volta como lembrança e nem sempre aparece como pensamento, às vezes, se manifesta no corpo. Pode ser na dificuldade de relaxar, na sensação constante de alerta ou na necessidade de manter tudo sob controle. Outras vezes surge em pequenos movimentos do dia a dia, na impaciência que não combina com a situação, na vontade de se afastar sem saber exatamente por que ou até na dificuldade de se envolver novamente com aquilo que, em outro momento, já foi natural. Como se de alguma forma, o que não pôde ser elaborado continuasse tentando encontrar um espaço para existir, não para causar desconforto, mas para ser reconhecido, até porque toda experiência que atravessa a vida de alguém deixa marcas e essas marcas não dizem apenas sobre dor, mas também sobre aquilo que ainda precisa ser compreendido. 

Nem sempre esse processo é imediato, há tempos internos que não acompanham o tempo cronológico e por mais que a vida siga, há partes que precisam de pausa. Pausa para sentir, pausa para reconhecer, pausa para dar sentido ao que, em algum momento só pôde ser suportado. Talvez seja justamente nesse intervalo entre o que foi vivido e o que ainda está sendo compreendido que mora um dos movimentos mais importante do cuidado consigo. Não é o de apressar respostas e nem o de forçar conclusões, mas o de sustentar, com certa gentileza aquilo que ainda não encontrou forma, porque nem tudo o que continua em nós precisa ser resolvido de imediato, mas em algum momento precisa ser olhado. 

E talvez nem sempre seja sobre apressar esse processo, mas sobre respeitar o tempo que cada experiência precisa para ser compreendida. Porque, mesmo no silêncio, há algo em nós que continua se organizando. 

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Sobre a autora: Isa Ramos



Psicóloga atuando na área clínica e formada em Administração. Concluí uma Pós-graduação em Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicologia Positiva, um MBA em Gestão Empresarial e uma Pós-graduação em Gestão de Sistemas Integrados em QSMS/SGI – Qualidade, Saúde, Meio ambiente e Segurança Trilhei toda a minha caminhada profissional em corporações de médio e grande porte gerindo pessoas e administrando conflitos, porém ao percorrer essa jornada e com as experiências já vividas percebi que poderia fazer mais pelo ser humano. Sendo assim, escolhi a Psicologia com o objetivo de acolher a dor do outro e acima de tudo impactar de forma positiva a vida das pessoas.